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Para ministro, migração para frequência FM garante empregos no setor de radiodifusão




Segundo Gilberto Kassab, mudança de faixa traz confiança para investimentos e novas contratações no setor de radiodifusão. Solenidade no Palácio do Planalto marcou a migração de 244 emissoras de rádio de todo o país.

A mudança de 244 rádios AM para a faixa FM é um momento especial para o setor de comunicações no Brasil e vai atender a uma população de 25 milhões de pessoas com um serviço de mais qualidade. A afirmação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, foi feita nesta segunda-feira (7), no Palácio do Planalto, durante solenidade de assinatura dos termos aditivos que vão permitir a migração de faixa. A solenidade, realizada no Dia do Radialista, contou com a participação de autoridades do governo e representantes do setor de radiodifusão.

"Essa migração não é apenas uma mudança no campo tecnológico. Ela vai trazer aos radiodifusores confiança para investir, vai gerar a consolidação dos atuais empregos e a oportunidade de novas contratações", disse o ministro.

Kassab ressaltou que a migração das AMs é uma das prioridades do governo e a melhoria do serviço de comunicação impacta diretamente áreas importantes como educação e saúde.

A mudança de faixa vai permitir a modernização e a continuidade das transmissões das rádios, que terão mais qualidade de sinal e poderão ser sintonizadas em dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Cerca de 80% das emissoras AM do país pediram para migrar para a frequência FM, um processo que começou em 2013.

Liberdade de imprensa

Para o presidente da República, Michel Temer, o ato de assinatura do termo aditivo representa uma defesa da liberdade de imprensa e do debate de ideias. "Quando o governo leva adiante a ideia dessa mudança de patamar de AM para FM é porque acreditamos e louvamos a liberdade de imprensa no nosso país."

O presidente destacou também a importância das rádios locais para a comunicação. "Elas têm essa extraordinária capacidade de mobilizar o país nas pequenas e médias cidades. O Brasil precisa de todos os meios de comunicação para divulgar as ações de governo."

Para o presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Tonet Camargo, a mudança de faixa é um passo decisivo para a modernização do rádio. "Apesar de todas as adversidades e previsões em contrário, o rádio vive mais uma importante etapa da sua existência, reafirmando sua força, importância e longevidade, 94 anos após a primeira transmissão oficial no Brasil."

Tonet reforçou que o crescimento das cidades, interferências na faixa, concorrência com as FMs e dispositivos móveis prejudicaram cerca de 2 mil rádios AMs no país. "É imperativo que se inaugure um novo tempo. A possibilidade de migração revigora a força do rádio e permite uma melhor qualidade do áudio, diversidade de conteúdo e maior alcance por meio dos dispositivos móveis."

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Luiz Claudio Costa, a migração de faixa significa não só a sobrevivência do rádio como também sua expansão. "O nosso continental território hoje tem apenas uma língua graças à radiodifusão, que uniu esse país, preservando e difundindo a cultura e os valores brasileiros".

Durante a cerimônia, representantes de emissoras das cinco regiões do Brasil assinaram o termo aditivo de migração do AM para o FM. A partir de agora, as 244 rádios AM devem apresentar ao MCTIC o projeto técnico de instalação e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorização para uso de radiofrequência. Com a liberação, os veículos já podem começar a transmitir na nova faixa.

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